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Doenças crônicas alteram a visão

Leôncio Queiroz Neto

 

Dados da Vigitel (Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) divulgados pelo Ministério da Saúde no último dia 25,  apontam aumento de três importantes fatores de risco para a saúde dos olhos: obesidade, diabetes e hipertensão. Realizada no ano passado, a pesquisa revela que a obesidade no país teve um crescimento de 68% entre 2006 e 2018,  saltando de 11,8% para 19,8%. No mesmo período o índice de brasileiros com diabetes aumentou 40%. passando de 5,5% para 7,7%. A doença crônica de maior prevalência no país que pode causar graves danos à visão é a hipertensão arterial. Segundo o levantamento atinge 1 em cada 4 brasileiros com mais de 18 anos e 60,7% dos que tem 65 anos ou mais.

 

Uma revisão de estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que independente da idade estas doenças podem acelerar o aparecimento da catarata e predispor ao desenvolvimento de alterações na retina que se não forem tratadas logo no início podem levar à perda definitiva da visão.

 

A recomendação internacional para manter a boa saúde ocular é o IMC (Índice de Massa Corpórea) abaixo de 25.  Isso porque, estudos demonstram que as pessoas obesas com IMC acima de 30 têm 10 vezes mais chance de contrair diabetes do tipo 2. Quando o IMC é superior a 35 o risco aumenta até 80 vezes. Infelizmente muitos brasileiros desconhecem que o diabetes pode cegar. Por isso,  não fazem acompanhamento oftalmológico periódicos.

A crença popular é de que os olhos não correm risco quando a glicemia é bem controlada. Não é bem assim. O tempo convivendo com a doença é mais perigoso para a visão do que o descontrole glicêmico. Por isso, depois de 10 anos do início do diabetes a periodicidade do acompanhamento oftalmológico pode encurtar para meses, conforme a avaliação médica de cada caso.  Isso porque,  no início as alterações causadas pela retinopatia diabética não apresentam sintomas.  Na consulta periódica o oftalmologista examina o fundo do olho e pode perceber se o diabetes está prejudicando a retina. O tratamento pode ser feito com aplicação de laser para eliminar o crescimento de vasos anormais na retina e melhorar a visão. Outras terapias são a aplicação de medicamento dentro do olho, implante de medicação ou até a combinação dessas técnicas. O tratamento é desconfortável, alguns diabéticos acreditam que é perigoso, mas em 90% das pessoas mantém a visão por toda a vida e se não for realizado leva à cegueira.

 

Vale destacar que o alto índice de hipertensão arterial no país evidencia o consumo excessivo de sal pelo brasileiro. Este hábito pode causar uma alteração na retina  conhecida como retinopatia por hipertensão arterial. A doença eleva o risco de vazamento nos vasos da retina como acontece na retinopatia diabética. Portanto,  hipertensos devem ter acompanhamento oftalmológico periódico para evitar a perda irreparável da visão.

 

O excesso de sal também está associado ao desenvolvimento acelerado da catarata, opacificação do cristalino, lente interna do olho. Isso porque,  é o sódio contido no sal de cozinha que regula os fluídos e substâncias extracelulares do nosso corpo. Quando consumido em excesso dificulta a manutenção da pressão osmótica entre as células do cristalino e leva à sua opacificação. A boa notícia é que a catarata,  maior causa de cegueira tratável no mundo, pode ser eliminada por uma cirurgia em que o cristalino opaco é substituído pelo implante de uma lente intraocular. Hoje os avanços cirúrgicos permitem a muitos idosos experimentar uma visão melhor do que tiveram na juventude

 

A maioria das doenças oculares passa despercebida nos estágios iniciais. Nossos olhos foram feitos para durar 40 anos, idade em que todos somos acometidos pela vista cansada ou presbiopia, dificuldade de enxergar próximo que exige o uso de óculos de leitura. Por isso, a partir desta idade as consultas oftalmológicas devem ser anuais. Embora as pessoas acima do peso tenham maior propensão a desenvolver as doenças crônicas que levam a perda da visão, quem tem baixo peso também pode se tornar diabético ou hipertenso. Por isso, a periodicidade dos exames é indicada para todos.

 

*Leôncio Queiroz Neto é presidente do Instituto Penido Burnier, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Associação Brasileira de Catara e Cirurgia Refrativa.

 

 

 

 

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